Com você aprendi a valorizar cada segundo
Pela sua efemeridade, distância
Com você aprendi a nunca deixar de dizer
Eu te amo, mesmo sabendo ser em vão
Porque o tempo leva tudo
Dilui o conteúdo em águas corridas
Que correm para os rios
E nos rios estas águas
São as mesmas misturadas
Que não se diferem
Apenas morrem
Com você aprendi a contar
E ter a lei da vantagem
Com você aprendi a impaciência
E a exaustão da linguagem
Porque o exagero difama
O amor, minimizando seu gesto
Singelo de sensatez
Hoje sou o desamor
Desenhado com giz de cera
Sem linha firme
E com entranhas
De egoísmo
E por ser tudo isso
E poder ser ainda mais
Escolho o caminho oposto
Para não mais aprender nada
E adorar o silêncio
Da noite como forma de amar
O desconhecido prazer
12 junho 2008
21 maio 2008
Inverno
Como se fosse a primeira vez
Este inverno sozinho
Como se fosse a primeira vez
Esta palavra insólida
Como se fosse a primeira vez
Este amor quebrado
Este inverno sozinho
Como se fosse a primeira vez
Esta palavra insólida
Como se fosse a primeira vez
Este amor quebrado
08 maio 2008
Existem sinais de que não pertenço mais ao seu mundo e a você.
Existem evidências fortes de que isso não me importa mais.
Já que a vida deve ser assim, sem pertences e sem calor.
Em todas as idas e vindas cada vez mais a essência.
Se perde por ai, nos devaneios e nos desesperos.
E o elo não existe nem quando se deveria.
Por isso existem sinais.
E não mais me importo.
Se novos sinais.
Surgirem.
Por ai.
É.
Existem evidências fortes de que isso não me importa mais.
Já que a vida deve ser assim, sem pertences e sem calor.
Em todas as idas e vindas cada vez mais a essência.
Se perde por ai, nos devaneios e nos desesperos.
E o elo não existe nem quando se deveria.
Por isso existem sinais.
E não mais me importo.
Se novos sinais.
Surgirem.
Por ai.
É.
03 maio 2008
não quero coisas para constar na lista
imensa de hipocrisia alheia
o silêncio sempre encoberta a razão
e daqui a pouco vem aquela ligação
cheia de ilusão "tudo bem?"
"que saudade!" ate quando?
o que não se pode mudar
naturalmente não deve ser fingido
nem polarizado...
não quero coisas para constar na lista
imensa hipocrisia própria
o silêncio sempre encoberta a emoção
e que não venha mais ligação
cheia de desprazer e invenção...
deixe as invenções para os cientistas
que são pagos para isso
imensa de hipocrisia alheia
o silêncio sempre encoberta a razão
e daqui a pouco vem aquela ligação
cheia de ilusão "tudo bem?"
"que saudade!" ate quando?
o que não se pode mudar
naturalmente não deve ser fingido
nem polarizado...
não quero coisas para constar na lista
imensa hipocrisia própria
o silêncio sempre encoberta a emoção
e que não venha mais ligação
cheia de desprazer e invenção...
deixe as invenções para os cientistas
que são pagos para isso
29 abril 2008
Não é mera coincidência que tenha sido popular
Nem que o conceito chave seja o mesmo local
A herança confusa bate na porta e anuncia
O dito explosivo de decepção
Estar na mesma rua e atuar
Não é mera coincidência que tenha sido popular
Nem que suas palavras sejam desconfortáveis
A matança desleal vem de um governo débil
O passado promissor de ilusão
Estar na mesma rua e atuar
Não é mera coincidência...
Nem que o conceito chave seja o mesmo local
A herança confusa bate na porta e anuncia
O dito explosivo de decepção
Estar na mesma rua e atuar
Não é mera coincidência que tenha sido popular
Nem que suas palavras sejam desconfortáveis
A matança desleal vem de um governo débil
O passado promissor de ilusão
Estar na mesma rua e atuar
Não é mera coincidência...
26 abril 2008
A proclamação é o gozo de liberdade. E a liberdade é um fardo. O estatuto da universalidade diz: "escolhendo-me, escolho o homem". Sendo assim, a essência não precede a existência. E a humanidade não precede o homem. A enaltecida emancipação compreende a responsabilidade absoluta de ser um sujeito finito. Sou finita e por isso me responsabilizo. Devo entender esta liberdade e acima de tudo aceitá-la como um valor universal. O profundo sentido de uma escolha existencial consiste em que ela é um juízo. E como um juízo, tenho a responsabilidade de anunciá-la como parte de mim. Como um ponto de partida da verdade absoluta. E também da subjetividade. Eis o meu ponto de partida. Não pode existir outra verdade que não esta anunciada. A contemplação é apenas um luxo. Não devo me conformar no outro, nem vivenciar este individualismo solitário e paralisante.
25 abril 2008
É tempo
É tempo de voltar
É tempo de pensar
É tempo de estar
É tempo de chorar
É tempo de sentir
É tempo de saudade
É tempo de esperar
É tempo de viver
É tempo de ignorar
É tempo de fazer
É tempo de falar
É tempo de doar
É tempo de lembrar
A nostalgia do tempo
E de você.
É tempo de pensar
É tempo de estar
É tempo de chorar
É tempo de sentir
É tempo de saudade
É tempo de esperar
É tempo de viver
É tempo de ignorar
É tempo de fazer
É tempo de falar
É tempo de doar
É tempo de lembrar
A nostalgia do tempo
E de você.
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