03 agosto 2008

A beleza da visão.
Está em poder.

02 agosto 2008

Agora quero falar de coisas belas.
Ouvir o grave tom de uma voz. Musical.
Descrever os belos traços de uma obra.
Seus olhos são obras de arte. Rígidos.
Pitorescas sensações de poucas horas.
Lembrança de sexta-feira. Úmida.
Onde faltou apenas um beijo.
E um entrelaçar de pernas.
Para descobrir a história do ritmo.
E desvendar os mistérios harmônicos.
De uma canção magnética.
O alívio sobre o dito e feito.
É feito de você. E eu.
Perfeitos. Seres. Incríveis.
Descobrir que não fui pra você.
O que você esperava é fundamental.
Coincidência fatal e decisiva.
Duas vidas de maiores belezas.
Menores mentiras.
O suspiro vem lentamente.
Saber que você está melhor.
Fico mais tranquila.
E envolvo-me na solidão.
Não quero remédios, nem aspirinas.
Pouco feliz estou. Mais decidida.
Incrivelmente conformada ao ver.
Suas pisadas no centro da cidade.
Implorando astúcias e febres.
Encontros. Marca de despedida.
Feliz por você. Triste por mim.
E mais agradecida por nós.
Disfarçar gozos. Histerias. Ficções.
Doenças de um amor.
Veias são ferramentas do tempo.
Hidratadas com lágrimas e potássio.
Não vou assumir a fraqueza,
Nem ao menos saudade corrosiva.
Sumir.
Não posso querer o resto,
Nem ao menos o amor atrapalhado.
Partir.
Não posso dizer que é para sempre,
Nem ao menos abafar o desejo.
Esquecer.
A paz que existiu.
Em corpos entrelaçados.
Conexos.
Nós.

29 julho 2008

O encontro é a arte da vida
Procuro observar mais
Viver menos os vícios
Libertar-me!

O perto é o longe insuportável
Procuro falar o essencial
Viver menos o absoluto
Libertar-me!

O desejo é o escuro infinito
Procuro olhar menos
Viver o pouco dos teus olhos
Libertar-me!

É assim o amor...

27 julho 2008

Local cercado de armadilhas
Algo subterrâneo, completamente "alone"
Imediatamente após o abandono me cercam
Mapas, anotações, redes de camuflagens
A pedra é a boca do inferno inerte
Parasita oportunista obrigatória
Onde habita dores e derrotas
Certamente onde nascerá o esquecimento
Vidas, mentiras, distrações
Tudo regado a sal bem ardente
Onde há falta de inventividade
Ser verdadeiro é ser criativo
Mediocridade é viver seu esconderijo.

13 junho 2008

Ainda me pergunto
Em qual momento
O desmerecer
Do merecido
Afetou o ser?