13 junho 2009

janelas killer amenizadas
e janelas light surgindo
aumentando o prazer de viver
sou muito, mas muito feliz pela vida!

09 junho 2009

sóosilênciosilenciaosilênciosó

não
lamente
uma

vez
fim
é
tudo
agora
nada
mais

06 junho 2009

Aprendendo a viver!

A partir de hoje me dei conta que preciso aprender a viver, como quando nasci. Tudo! Aprender a não implorar amor nem respeito, isso tem que ser verdadeiro e não deve ser solicitado. Jamais. Quando existe esta falta de tato, de sensibilidade alheia com a sua dor, quando se tem as coisas pra valer e a outra despreza, pensando apenas no seu bem-estar e no que esta ao seu redor, sinaliza o que? Tempo, tempo, tempo, tempo me traga sabedoria para aceitar que estou realmente mergulhada em solidão. De que valem os anos? Nada. O que vale é somente o sorriso da primeira noite. Tudo que ilusoriamente foi construído esta em minha mente. Apenas. Não existe nenhum alicerce capaz de fazer a mulher pisar e saber que ela pode sim se entregar ao novo, sem medos, sem amarras, mas acima de tudo saber que seus pés pisam em tijolos já vividos antes. E que as novas paredes serão construídas verdadeiramente a partir do momento que os novos tijolos encontrarem seu espaço próprio, no vazio. Não adianta fingir que o terreno é baldio. Existem ruínas que precisam ser respeitadas e somente assim se constroem estórias e tempos reais. Desejo que nunca possa reviver isto de novo, de forma alguma, jamais permitirei, pois valorizo meus alicerces e não sou indiferente a vida. Tempo, tempo, tempo, tempo me traga sabedoria.

05 junho 2009

Ciclo de Leveza

Sim, o hoje escancarou. Os amores materiais vêm e vão. E costumam deixar imensos vazios. Justamente porque são vazios. Finitos. A beleza da efemeridade é poder sempre recomeçar. E sorrir. Entre vãos e grãos efêmeros nascem galhos cíclicos de sentimento. A intimidade pode ser comparada com uma planta. Cheia de ramificações. Os galhos mais novos são os mais frutíferos. E secam. E nascem novamente outros em vão. Os mais antigos servem apenas de sustento. E nenhum é a raiz. A raiz é você mesma. O seu interior. Para que os novos galhos nasçam é preciso deixar os antigos secarem. Por inteiro. Este processo de “morrer” inflama a vida. Alimenta. E a cada dia nasce um ciclo efêmero. Um sinal de recuperação e leveza. E assim vem a maior chance do infinito. Todos nasceram galhos e sozinhos. Morrem da mesma forma. Ninguém poderá fugir deste ciclo de vida. Ciclo de resolução. Ciclo de leveza. E morrer é um processo de solidão. É irreversível. Não pode ser distraído. Um processo que não pode ser rebocado. Tudo que vem contra a lei do finito representa uma ilusão.

01 junho 2009